Diagnóstico da Bacia do Rio Xopotó é apresentado a produtores rurais beneficiados

Oficina realizada no município de Presidente Bernardes
Oficinas foram realizadas nos meses de fevereiro e março, em nove municípios da região das Nascentes do Rio Doce, áreas de atuação do Projeto Agente Ambiental, para apresentar o resultado do diagnóstico socioeconômico e ambiental realizado em 2009, em propriedades rurais dos municípios de Alto Rio Doce, Brás Pires, Desterro do Melo, Divinésia, Dores do Turvo, Presidente Bernardes, Senador Firmino, Senhora de Oliveira e Senhora dos Remédios.
O objetivo do diagnóstico é identificar e qualificar os recursos naturais presentes em propriedades rurais e mensurar as necessidades e demandas sociais da população local. Os dados levantados são de grande importância para a construção de uma nova relação de sustentabilidade do produtor rural com o meio ambiente, pois a Bacia Hidrográfica do Rio Xopotó possui grandes potencialidades devido à riqueza de recursos naturais, destaque para os recursos hídricos abundantes e que abrigam as principais nascentes da Bacia. Após a apresentação do diagnóstico, os técnicos da UFV tiraram dúvidas dos produtores e discutiram algumas ações. Além disso, foram dadas mais explicações do Bolsa Verde e de outras ações futuras do projeto.
As avaliações ambientais dos 10 municípios visitados em 2009 indicam uma grande riqueza de recursos naturais presentes na Bacia do Rio Xopotó. Foram encontradas 278 nascentes e apenas 20% se encontram conservadas. De um modo geral o estado de conservação dos recursos hídricos está pouco conservado, fato que se deve aos usos inadequados das áreas de contribuição de nascentes, à ausência de saneamento ambiental na zona rural e outros fatores que influenciam diretamente na quantidade e qualidade dos recursos hídricos.
Para Engenheira Florestal e Mestre em Ciências Florestais, Mariana Barbosa Vilar, Coordenadora do Projeto, a apresentação dos resultados do diagnóstico nos municípios visitados é de grande importância para que os produtores fiquem a par do andamento do projeto Agente Ambiental. “Este momento é importante para que os produtores esclareçam suas possíveis dúvidas a respeito do projeto de forma que possam se envolver nas próximas ações sem receios e com mais entusiasmo. Retornar aos municípios visitados e reencontrar os produtores fortalece o vínculo criado, promovendo assim, uma maior sustentabilidade das ações futuras”, acredita Mariana. Após as oficinas, os técnicos voltam a ter contato com os beneficiados, a fim de mantê-los envolvidos e serem participantes em todas as fases do projeto.
O Projeto Agente Ambiental conta com a parceria do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), da Sociedade de Investigações Florestais (SIF), da Universidade Federal de Viçosa (UFV), do Instituto Estadual de Florestas (IEF), da Associação das Siderúrgicas para Fomento Florestal (ASIFLOR), da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater-MG).